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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Crianças: o drama da migração

Segundo o UNICEF, são quase 50 milhões de crianças arrancadas de seu lar, deslocadas à força, ou que buscaram na migração um futuro melhor.

 

Reportagem publicada pelo jornal “Le Monde” [7/09/2016], assinada por Rémi Barroux, revela que o número de crianças migrantes ou deslocadas à força de sua terra natal ultrapassa a cota de 48 milhões. Os dados constam de documento do UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância, intitulado “It’s about Child”, e publicado em 7 de setembro de 2016, poucos dias antes d Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque.

Segundo Ted Chaiban, diretor de programas do UNICEF, uma criança em 70, em todo o planeta, vive fora de seu país natal como refugiados ou solicitando asilo para escapar aos conflitos e às perseguições. Naturalmente, sua condição de estrangeiros e desprotegidos expõe os menores a todo risco de exploração e abuso.

 

Proteger o caminho

Ted Chaiban acusa a comunidade internacional de não levar em conta as crianças nos debates sobre migração. “É preciso que elas sejam acompanhadas para evitar as violências, o tráfico, a exploração. Itinerários protegidos deve ser adotados e, nos países de destino, devem ser sistematicamente assistidas por representantes legais do Estado ou de ONGs, a fim de ajudá-las a encontrar eventuais membros de sua família.”

Segundo o documento, os menores de 18 anos representam a metade do número global de refugiados no mundo, enquanto 13% dos migrantes internacionais são também crianças. Apenas no período 2010-2015, a cifra de crianças deslocadas cresceu 77%. As crises recentes, em especial a da Síria, contribuíram para isso.

 

Guerra e clima

Os conflitos regionais são um dos principais motivos da tragédia infantil. Nos seis primeiros meses de 2016, cerca de 70% das crianças em fuga da Síria, Iraque e Afeganistão encontraram refúgio na Comunidade Europeia, apesar de movimentos locais insistirem em comportamentos de xenofobia que interferem até mesmo nas eleições nacionais.

Entretanto, a Europa não é o lar mais acolhedor para as crianças migrantes. De seu total, 39% delas vivem na Ásia, e 20% saíram do interior do território americano, da América Central e Latia para os Estados Unidos, o México e o Canadá. Já em terras africanas, um de cada grupo de três migrantes é menor de idade, ou seja, duas vezes mais que a média mundial.

Além dos conflitos militares, guerrilhas e choques étnicos, as alterações climáticas também pesam definitivamente na balança da migração infantil. O crescente desequilíbrio do clima acarreta problemas de água e de alimentação.

 

Direitos da criança

É também significativo o fenômeno das crianças deslocadas no interior de seu próprio país, seja por perseguição religiosa, étnica ou pelas colheitas falhadas. Todos estes menores são portadores de direitos geralmente desprezados. Tais garantias e direitos incluem:

– o princípio da não discriminação;

– o direito a documentos de identidade;

– o direito de proteção contra violência e abusos;

– o direito aos serviços essenciais;

– o direito a ter seus interesses levados em consideração acima de qualquer outra circunstância.

 

Entre as instituições que cuidam de crianças em situação de risco, destaca-se a Igreja Católica, com extensa rede de orfanatos, creches, escolas e ambulatórios. Ao longo da História, quando a criança ainda era vista como um “homúnculo”, diversas instituições foram fundadas exatamente para cuidar da criança abandonada. Como fundadores de tais Institutos, vale lembrar Dom Bosco, S. José de Calasanz, S. João Batista de La Salle, S. Paula Montal, Dom Luís Orione e uma extensa fileira de cristãos que supriram com a caridade evangélica a tradicional indiferença dos governantes de todos os quadrantes. (ACS)

Foto: Le Monde

 

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