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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Construção pela dança

Rogério Dias *

Histórias de jovens moradores das periferias dos grandes centros que encontraram na arte, não apenas uma identidade, mas um meio de vida, tornam-se cada vez mais recorrentes. Em uma sociedade marcada por profundas desigualdades sociais e econômicas, a vulnerabilidade de jovens negros e pobres é algo concreto e presente em nosso cotidiano. Embora as dificuldades de acesso tenham sido reduzidas com o passar dos anos, elas ainda persistem em grande escala.

A arte, a produção dos chamados “bens culturais”, de uma forma geral, tem proporcionado alternativas interessantes para muitos jovens que vivem sob o contexto de risco social. É o caso do educador social e professor de dança, Márcio Silva, de 37 anos. Morador da Região Leste de Belo Horizonte, ele iniciou sua história como dançarino aos onze anos de idade, quando criou com alguns amigos um grupo de dança de rua chamado Lion Dance. Sua primeira apresentação ocorreu no BH Canta e Dança, realizado na Praça da Estação, na época o principal evento dedicado à produção artística – funk, rap e dança de rua – dos jovens das vilas e favelas de Belo Horizonte.

Márcio acrescenta ainda que aquele momento funcionou como uma espécie de porta para a sua carreira artística, o que abriu outros horizontes para o seu trabalho. “Foi ali que tive a certeza de que queria trabalhar com arte, independente de ter ou não um retorno financeiro. Ali já era uma porta, uma opção para que eu não me envolvesse com a criminalidade, não ficasse a mercê dessas coisas”, reflete.

De iniciante a mestre

Anos depois, em 1998, Márcio teve seu talento notado pelo professor de dança Ronaldo Dias, que desenvolvia um trabalho social com jovens da periferia, e ganhou uma bolsa de estudos e apoio logístico para que pudesse aprender dança de salão, o que abriu novas perspectivas.
Em 2002, ao lado do seu irmão Marcos Jefferson e o amigo Warley de Carvalho, Márcio participou de diversas atividades educativas em comunidades como Granja de Freitas e Alto Vera Cruz, e aquele foi o começo de uma nova fase em seu trabalho. Foi durante as ações nos centros culturais, com o apoio do programa Fica Vivo e do Grupo Cultural NUC, que eles tiveram a ideia de desenvolver oficinas de dança para os jovens.

“Esse projeto foi criado com o objetivo tornar a arte acessível por meio da dança, abrindo a possibilidade de que alguns deles, adolescentes, se tornassem agentes multiplicadores e formadores de opinião”, diz ele, reforçando o caráter transformador da arte na vida dos jovens.

Nascido e criado em uma realidade com poucas opções, Márcio enfatiza que a dança foi uma alternativa ao que poderia ter sido uma vida de crimes e sem perspectivas.

“Eu percebo que, hoje, os jovens de periferia enfrentam os mesmos problemas que eu enfrentei: falta de estrutura familiar e ausência de oportunidades reais. A chance que eu tive é a que muitos deles querem ter, e, por se identificarem com a minha historia, sou sempre muito questionado e conto pra eles por que escolhi a arte e a cultura para a minha vida. Falo abertamente sobre as coisas que aconteceram comigo, as discriminações, as violências que sofri e, principalmente, afirmo que o que me levou a estar vivo foi justamente a dança. Ela não me deixou rico, mas consegui o respeito das pessoas, e hoje é o meu trabalho, o que me sustenta”, afirma.

O projeto desenvolvido em 2001, e mantido ainda hoje por Márcio e seus amigos, foi batizado de Bart Coxa, um trocadilho com o termo “bate-coxa” muito atribuído às danças de salão, e ao personagem Bart Simpson, que virou uma espécie de mascote do projeto. O Bart Coxa oferece aulas gratuitas de dança de salão, focadas principalmente no Forró Pé de Serra, e já atendeu mais de 2000 jovens moradores das vilas e favelas,com idades que variam de 14 a 24 anos.

* E-mail: rogeriodias.comunicacao@gmail.com Telefone: 98603-4612

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