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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Revista O Lutador 3865 Buscar O Que Nos Uni

Buscar o que nos une, evitar o que nos afasta

1Divisões sociais no tempo de Jesus
Na sociedade da Palestina no tempo de Jesus havia muitas divisões e tendências que dificultavam a vivência do Evangelho e a formação de comunidades. Por exemplo, havia a divisão entre judeus e pagãos. Os judeus não costumavam ter contato com os pagãos, nem podiam entrar nas casas deles (At 10,28). Pedro entrou na casa de Cornélio, mas foi duramente criticado pelos judeus cristãos de Jerusalém (At 11,3).
Jesus foi mais aberto neste ponto, mais ecumênico. Atendia tanto a judeus como a não judeus: romanos (Lc 7,1-9), a mulher Cananeia (Mt 15,21-28) e a Samaritana (Jo 4,7-26). Os primeiros cristãos não conseguiram ter a mesma abertura ecumênica de Jesus. Por exemplo, os cristãos-judeus criticavam Paulo pelo fato de ele ter aberto as comunidades cristãs para os pagãos. Além desta divisão entre judeus e pagãos, havia outras divisões contrárias à mensagem do Evangelho. Por exemplo, a divisão entre próximo e não próximo. Para os doutores da lei, os “próximos” eram só os da própria raça, os outros não (cf. Dt 15,2-3). Havia ainda a divisão entre rico e pobre, sábio e ignorante, puro e impuro. Jesus lutou contra todas estas divisões.
2Divisão entre os cristãos de hoje
Hoje temos problemas semelhantes. Existe a grande divisão entre rico e pobre. Existe o racismo escondido. Existe certa rivalidade ou tensão entre as Igrejas cristãs. Nos últimos anos, muita gente saiu da Igreja Católica para ir para os crentes. As Igrejas pentecostais cresceram muito, deixando muitos católicos com dor de cotovelo.
Cresce o número dos que não vão a nenhuma Igreja, e muita gente que sai das Igrejas entra em organizações que lutam pela Justiça, pela Paz e pela ecologia ou preservação do meio ambiente. Há muitos conflitos e muito sofrimento. A última oração de Jesus, antes de ser preso, foi uma prece insistente pela unidade: “Para que todos sejam um e o mundo creia que tu me enviaste!” (Jo 17,21.)

3A fé envolve todas
as dimensões da vida
Às vezes, ouve-se dizer que a fé em Deus não tem nada a ver com política. Mas se, como Jesus, acreditamos que Deus é Pai ou Mãe de todos os seres humanos, então esta fé terá necessariamente um reflexo social e nos obrigará a promover o ecumenismo e a lutar pela justiça, pela paz e pela ecologia. Enfim, pela vida, para que seja vida em abundância (cf. Jo 10,10).
Certa vez, João proibiu alguém de usar o nome de Jesus para expulsar demônios. O motivo da proibição: o homem não fazia parte do grupo dos discípulos de Jesus. Jesus corrigiu a atitude de João e disse: “Não deve proibir, porque quem não é contra, é a favor” (Lc 9,50). Para Jesus, o que importa em primeiro lugar não é se a pessoa pertence à comunidade cristã, mas sim, se ela realiza o bem que a comunidade deve realizar.
A comunidade, a Igreja, não tem o monopólio de Jesus. Jesus não pertence a nós católicos, nem a nós cristãos, mas nós cristãos pertencemos a ele. Em vez de brigar entre nós para saber quem é o melhor cristão, é melhor fazer o que Jesus pediu a João: não querer impedir as pessoas de fazer o bem em nome de Jesus, mas colaborar com todos que procuram libertar os outros do poder do mal e defender a vida por todos os meios. Este deve ser o fundamento do ecumenismo, a motivação mais profunda da luta pela justiça, pela paz e pela ecologia.

4Seguir a prática de Jesus
Naquele tempo, havia divisões na sociedade, legitimadas pela religião oficial, que marginalizavam muita gente. Jesus, com palavras e gestos bem concretos, ignorou estas divisões e as denunciou com força: Próximo e não-próximo: Para Jesus, “próximo” é todo aquele de quem você se aproxima, independentemente de raça, sexo, religião, cor ou partido político (Lc 10,29-37). Judeu e estrangeiro. Jesus ignorou esta divisão, pois atendeu aos pedidos do centurião (Lc 7,6-10) e da Cananeia (Mt 15,21-28). Santo e pecador. Jesus acolheu Zaqueu, rebateu as críticas (Lc 19,1-10) e chegou a fazer uma refeição de confraternização com os pecadores (Mc 2,15-17). Disse que prostitutas e publicanos iriam entrar no Reino antes dos doutores e fariseus (Mt 21,31). Puro e impuro. Jesus questionou e criticou as muitas leis da pureza legal (Mt 23,23-24; Mc 7, 8-23) e declarou puros todos os alimentos (Mc 7,19).
Entre os outros males combatidos por Jesus, estavam as falsas lideranças. Jesus percebeu a mentalidade opressora das autoridades da época e a denunciou. Não teve medo de denunciar a hipocrisia de muitos líderes religiosos da época: sacerdotes, escribas e fariseus (Mt 23,1-36; Lc 11,37-52; 12,1; Mc 11,15-18). Condenou a pretensão dos ricos (Lc 6,24; 12,13-21; Mt 6,24; Mc 10,25) e não acreditava muito na sua conversão (Lc 16,29-31), embora admitisse que fosse possível pelo poder de Deus (Mt 19,26).
Diante das ameaças do poder político, tanto dos judeus como dos romanos, Jesus não se intimidava. Mantinha uma atitude de grande liberdade (Lc 13,32;23,9; Jo 19,11;18, 23). Por meio destes gestos de denúncia, Jesus fazia estremecer as pilastras da religião oficial, incomodava os que estavam bem instalados, e atraía sobre si o ódio dos líderes religiosos da época. Bastaram três anos e ele foi acusado, preso, condenado e morto na cruz. Mas Deus o ressuscitou, confirmando assim que o caminho de Jesus era o caminho do agrado do Pai.

Para o aprofundamento
Já pensou alguma vez em sair da Igreja Católica e ir para outra? Por quê?
O que podemos fazer para manter a unidade entre os cristãos?]

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