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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Revista O Lutador 3864 Comunidade De Jesus

As discípulas da comunidade de Jesus

No tempo de Jesus, havia muitos preconceitos contra a mulher. Ela era considerada impura (Lv 15,19-30; 12,1-8), causadora do pecado e da morte (Eclo 25,24). Na sinagoga ela não participava, e na vida pública não podia ser testemunha. Vivia marginalizada. Os homens podiam mandar a mulher embora e dar-lhe a carta do divórcio (Mt 19,3; Dt 24,1). Não passava pela cabeça deles pensar na possibilidade de a mulher mandar o homem embora e dar-lhe divórcio.

As causas que contribuíram para esta marginalização da mulher são várias e já vinham de longe: vontade do homem de manter o domínio sobre a mulher; interesse do sistema monárquico em aumentar a reprodução e, assim, ter um maior número de pessoas para trabalhar e produzir; interesse do Templo em garantir as ofertas pelas purificações; tabus culturais relacionados com vida, morte e sangue; mulher como objeto de prazer para o homem.
Dentro do contexto da época, a situação da mulher no povo da Bíblia não era melhor nem pior do que nos outros povos. Era a cultura geral. Até hoje, em muitos povos continua esta mesma mentalidade. Mas sempre houve reações em contrário à marginalização da mulher, sobretudo da parte das próprias mulheres.
A moça prostituída é censurada pelo fariseu, mas Jesus a acolhe e defende (Lc 7,36-50). A mulher encurvada sofre agressão da parte do dirigente da sinagoga, mas é acolhida por Jesus (Lc 13,10-17). A mulher considerada impura por causa do fluxo de sangue é acolhida sem censura e curada. Jesus se deixa tocar por ela sem medo de se contaminar (Mc 5,25-34). A Samaritana, desprezada como herética, é a primeira pessoa a receber o segredo de que Jesus é o Messias (Jo 4,26). A mulher estrangeira que pede pela filha doente sabe argumentar a ponto de conseguir mudar a opinião de Jesus e ser atendida por ele (Mc 7,24-30).

Os evangelistas não chegaram a elaborar uma lista das discípulas que seguiam Jesus, mas os seus nomes até hoje estão espalhados pelas páginas dos evangelhos, sobretudo de Lucas.

As mães com filhos pequenos eram afastadas pelos discípulos, mas são acolhidas e abençoadas por Jesus (Mt 19,13-15; Mc 10,13-16). Nas parábolas e no ensinamento, Jesus valoriza o trabalho e a luta da mulher: a mulher preparando alimento é vista como sinal do Reino (Lc 13,20-21); a viúva que luta por seus direitos é apresentada como modelo de oração (Lc 18,1-8); a viúva pobre que partilha seus poucos bens é modelo de entrega e doação (Lc 21,1-4).
Diferentemente dos mestres da época, Jesus chamava mulheres para segui-lo. Discípulos e discípulas, ambos seguem Jesus em pé de igualdade (Lc 8,1-3). Das mulheres se afirma que elas seguem Jesus, desde a Galileia até Jerusalém, servem a ele com seus bens e sobem com ele até o Calvário (Mc 15,41). A expressão seguir Jesus tem aqui o mesmo significado quando é aplicado aos homens.
Depois da ressurreição, Jesus apareceu primeiro às mulheres e deu a elas a ordem de transmitir a Boa Nova da ressurreição aos apóstolos (Mt 28,9; Mc 16,9; Jo 20,11-18; Lc 24,1-11). Mas estes não acreditaram. Diziam que era “tolice” (Lc 24,11). A tradição eclesiástica posterior também teve dificuldade em manter a mesma atitude de Jesus com relação às mulheres, até hoje!
Os Evangelhos conservaram várias listas com os nomes dos doze discípulos que seguiam Jesus. Os evangelistas não chegaram a elaborar uma lista das discípulas que seguiam Jesus, mas os seus nomes até hoje estão espalhados pelas páginas dos evangelhos, sobretudo de Lucas, e são sete: (1) Maria Madalena (Lc 8,3; 24,10); (2) Joana, mulher de Cuza (Lc 8,3); (3) Suzana (Lc 8,3); (4) Marta (Lc 10,38); (5) Maria, sua irmã (Lc 10,39); (6) Maria, mulher de Cléofas (Jo 19,25 e Lc 24,18); (7). Maria, mãe de Tiago (Lc 24,10). Doze é três vezes quatro! Sete é três mais quatro!]

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