0800 940 2377 - (31) 3490 3100 - (31) 3439 8000 assinaturas@olutador.org.br
A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

Leia Mais

Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

Leia Mais

Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

Leia Mais

Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

Leia Mais

Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

Leia Mais

Ambiente: milhões de mortos por ano

Comunicado de imprensa da Organização Mundial da Saúde aponta a insalubridade ambiental como responsável pela morte de 12,6 milhões de pessoas a cada ano.

Datado de 15 de março de 2016, um comunicado à imprensa divulgado pela OMS – Organização Mundial da Saúde, subordinada à ONU, avalia que em 2012 ocorreram 12,6 milhões de óbitos em situação diretamente relacionada a ambientes insalubres. Entre os principais fatores de risco, estão a contaminação do ar, da água e do solo, a exposição a produtos químicos, as alterações climáticas e a radiação UV (ultravioleta). Responsáveis por mais de 100 enfermidades ou traumatismos.

O Informe da OMS, em segunda edição, se intitula “Ambientes saudáveis e prevenção de enfermidades: para uma avaliação da carga de morbidez atribuível ao meio ambiente”. Nos últimos dez anos, cresceu para 8,2 milhões o índice de mortes devidas à contaminação atmosférica. As enfermidades não transmissíveis, como acidentes cerebrovasculares, cânceres e pneumopatias crônicas chegam a quase 2/3 dos óbitos por insalubridade ambiental.

Por ambientes mais sadios

O mesmo texto registra avanços na área das doenças infecciosas, como a diarreia e o paludismo, em geral vinculadas ao fornecimento de água, ao saneamento e à gestão de dejetos. Isto se explica por melhorias no acesso à água potável e ao saneamento, bem como pela imunização e pela adoção de inseticidas e medicamentos essenciais.

A Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan, observa que “um ambiente sadio é a base da saúde de uma população. Se os países não adotarem medidas para o saneamento de ambientes em que se vive e trabalha, milhões de pessoas continuarão ficando doentes e morrendo prematuramente”.

Os mais afetados pela insalubridade do meio em que vivem são as crianças pequenas e os idosos, concretamente os menores de cinco anos e os adultos entre 50 e 75 anos de idade. Poderiam ser evitados, a cada ano, os óbitos de 1,7 milhões de pessoas nesses grupos etários apenas com uma gestão mais adequada do ambiente.

Morbidez por regiões

Segundo o Informe da OMS, recai sobre os países de renda baixa e média, no Sudeste da Ásia e no Pacífico Oriental, a taxa de morbidez mais alta vinculada a fatores ambientais. São cerca de 7,3 milhões de mortos em 2012, a maioria devido à contaminação do ar em espaços internos ou externos. A saber:

– 3,8 milhões de mortes anuais no Sudeste da Ásia;
– 3,5 milhões de mortes anuais no Pacífico Ocidental;
– 2,2 milhões de mortes anuais na África;
– 1,4 milhões de mortes anuais na Europa;
– 854.000 mortes anuais no Mediterrâneo Oriental;
– 847.000 mortes anuais nas Américas.

Para curar o ambiente

O Documento cita estratégias de eficácia já comprovada para melhorar o meio ambiente e prevenir enfermidades. A utilização de tecnologias e combustíveis limpos para preparar alimentos, e para a calefação e a iluminação reduziria as infecções respiratórias agudas, as pneumopatias crônicas, as enfermidades cardiovasculares e as queimaduras. A melhoria do acesso à água potável e um saneamento adequado, aliado à higiene das mãos, potenciaria a redução das enfermidades diarreicas.

Por outro lado, com as novas leis que proíbem fumar em determinados espaços, reduziu-se a exposição ao fumo alheio e, por isso mesmo, também as enfermidades cardiovasculares e infecções respiratórias. Na mesma linha, a melhoria do trânsito nas cidades e a construção de casas mais eficientes do ponto de vista energético viriam a reduzir as enfermidades causadas pela contaminação atmosférica.

A OMS reconhece que já são muitas as cidades que aplicam bom número de medidas eficazes para o saneamento ambiental. Assim, Curitiba, no Brasil, investiu consideravelmente na modernização de bairros periféricos, na reciclagem de rejeitos e em um sistema popular de transportes por ônibus rápidos, integrado com espaços verdes e ciclovias. Mesmo com o crescimento da população nos últimos 50 anos, os níveis de contaminação atmosférica são mais baixos se comparados com os de outras cidades de crescimento rápido, e a expectativa de vida se mostra superior em dois anos à da média nacional.

Informações adicionais podem ser obtidas nos endereços abaixo:

– Christian Lindmeier
E-mail: lindemeierch@who.int
– Nada Osseiran
E-mail: osseirann@who.int

Deixe uma resposta