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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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A Vida Reagira Rdf

A vida reagirá?

Desde os anos 60, em nome de razões econômicas, travou-se a batalha da legalização do aborto como método de controle populacional. Já neste início do Séc. XXI, o novo combate gira em torno do direito de morrer, o suicídio assistido. De um lado, não deixar nascer; de outro, antecipar a morte. Para onde caminha a humanidade?

Contrastes humanos
O rápido progresso científico permitiu à sociedade humana ampliar de modo notável a duração da vida. Entre outros fatores desta extensão biológica, as vacinas, os antibióticos e os fármacos em geral. No polo oposto, os conhecimentos sobre a reprodução humana logo forneceram as ferramentas para domar a natureza e fazer da concepção uma escolha.

A chamada “explosão demográfica”, verificada após a Segunda Guerra mundial, foi apontada como uma ameaça ao planeta devido ao possível esgotamento de seus recursos naturais. O principal teórico na defesa do controle artificial da população foi Thomas R. Malthus, economista britânico [1766-1834], ainda que seus cálculos matemáticos já tenham sido plenamente desconsiderados.

Com base no pensamento malthusiano, em lugar de partilhar o pão, optou-se por reduzir o número de bocas. Uma solução de cunho capitalista que algumas sociedades do Oriente, como os grupos muçulmanos, não veem com bons olhos.

A hora da morte
Desde sempre, a morte foi vista pelo homem como algo natural, inevitável e… indesejável. O homicídio é interdito desde o Sinai, com o 5º mandamento: “Não matarás”, ainda que Caim tenha assassinado seu irmão Abel desde o capítulo 4º do Livro do Gênesis. Também o suicídio aparece como algo raro e insólito nos povos primitivos, quando a natureza ainda se impunha à cultura.

Hoje, porém, erguem-se questionamentos como este: “Se uma pessoa se encontra em estado terminal, com uma doença incurável, e deseja, em plena posse de suas faculdades mentais, pôr fim à própria vida, por que deve ser impedida de fazê-lo?”

Por um lado, o óbvio sinal de que estamos perdendo o sentido do sofrimento; por outro, a qualidade de vida é apontada como um valor mais alto que a própria vida. Some-se a isto o crescimento de uma mentalidade eugenista, afirmando que certas “vidas” não merecem ser vividas. Foi o conceito praticado pelos nazistas, ao eliminarem milhões de judeus, ciganos e deficientes físicos e mentais, considerados como ameaça à raça humana.

Hoje, o suicídio assistido e a eutanásia (eufemismo que significa “a boa morte”) já estão legalizados em alguns países, como Holanda e Bélgica. Legalizada a eutanásia em 2002 nessas nações, propiciou mais de 4.000 mortes por ano, especialmente em casos de câncer e Alzheimer.

A reação da natureza
Segundo Charles G. Darwin – neto do outro Darwin, mais conhecido -, “descobrimos como a natureza pode ser ludibriada. Entretanto, por longo tempo, como se pode prever, a natureza não se deixará enganar”. A intuição do autor é que, com o passar do tempo e a insistência na contracepção, venha a brotar, ao lado do instinto sexual e do instinto parental, hoje bloqueados e amortecidos, uma novidade: o “instinto progenitivo”, como reação defensiva da raça humana contra o risco de seu desaparecimento.

Segundo comenta o teólogo alemão Paul Overhage, o desenvolvimento desse novo instinto se faria pelo fato de os homens, que sintam veemente desejo por filhos, terem mais filhos que os outros e, desta forma, se multiplicarem de geração em geração dentro da população. Ora, esta “predição” já ocorre em nossos dias, quando os grupos muçulmanos geram filhos em proporção muito acima de grupos cristãos e até de grupos hinduístas.

Vale a pena fazer perguntas: qual terá sido, até lá, o prejuízo genético para a raça humana, em decorrência do antinatalismo de europeus e norte-americanos? O “Homo contracipiens” (aquele que não gera filhos) será extinto e substituído pelo “Homo progenitivus” – pergunta Overhage.

A resposta ficará com aqueles que conseguirem nascer ou não morrerem antes da hora. (ACS)

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