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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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A ponte do coração

Pe. Silvano Zoccarato

 

O Papa Francisco diz que precisamos de pontes, não de muros. Uma das lembranças de meus primeiros dias na Argélia foi a impressão vivida quando passei algumas horas em uma família argelina. Ainda bem confuso pela mudança de vida, não só me senti acolhido com cordialidade, mas vivi a surpresa de não sentir grande diferença entre o meu ambiente italiano e o da família que me acolhia, e de me sentir como se fosse a minha casa.

Não esqueço as mesmas impressões quando, em Camarões, fui acolhido por famílias ditas “pagãs”, e até polígamas, que viviam o calor humano entre marido, mulher, mulheres e filhos…

Depois, com o tempo, crescia o conhecimento da diversidade, mas sobretudo deixava o coração exultar quando experimentava momentos de vizinhança. Conto a vocês algumas “rosas de areia”, testemunhos colhidos na Argélia que me confirmam na profunda aproximação dos corações, mais profunda que a diversidade de religião e cultura.

Ele vai ao trabalho para fazer o pão. Eu vou rezar com as Pequenas Irmãs. Toda manhã passamos um pelo outro e nos damos a saudação da boa manhã: “Sbah Kair, Sbah Nour” [manhã de bem, manhã de luz]. Depois de alguns dias, ele para e me diz: “Nós nos conhecemos e, agora, vamos nos cumprimentar com nossa saudação muçulmana: “Salam aleikum” [paz para você].

A Sra. N., diplomata e ativa na sociedade argelina, afirma claramente que foi formada na escola da amizade com os padres e freiras de sua aldeia, e que são os seus melhores amigos. E diz: “Encontro em vocês os autênticos valores do Islã”.

Fr. Christian de Chergé, o prior assassinado juntamente com seus companheiros em Tibhirine, tinha um amigo muçulmano com quem vivera longos tempos de diálogo e de amizade. Mas depois de um período em que estivera ocupado e adiara os encontros, sentiu-se chamado à ordem: “Já faz tempo que não cavamos nosso poço!” Eles se entendiam bem; tanto que Fr. Christian lhe respondeu: “E que vamos encontrar no fundo de nosso poço? Água muçulmana ou água cristã?” O outro lhe disse: “Você bem sabe que no fundo do nosso poço está a água de Deus”.

Também Maria é a mãe de todos. “Entendes o árabe?” – pergunta uma mulher muçulmana a uma freira, apontando a estátua de Maria na Basílica de Nossa Senhora da África de Alger. “Sim” – diz a freira. – “Então, eu lhe dou meu coração”.

Mons. Paul Desfarges, Bispo de Constantine, diz: “Experimentamos uma fraternidade mais profunda que aquela dos laços familiares, religiosos ou nacionais. Com todos, parentes, amigos, colegas e amigos muçulmanos, a fraternidade não seria vivida em Cristo se não fosse uma fraternidade autenticamente humana. Seja citado, ou não, o nome de Cristo, o importante é deixar-se conduzir a esta fraternidade de humanidade que cresce como puro respeito, puro serviço, alegria com toda alegria, sofrimento com todo sofrimento. O coração profundo, mais interior que o sensível, permite superar as diferenças religiosas.

Sob as diversidades religiosas e culturais, existe um coração único. Quando a gente se cumprimenta, põe-se a mão sobre o coração e os corações se unem. (Trad. A.C.Santini)

Fonte: Missi online

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