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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Reoberto Marvezzi “Gogó” – Sétimo Dia De Novena

A importância e a ruptura do ciclo das águas

Roberto Malvezzi (Gogó) *

Quando éramos crianças e estávamos no ensino médio, nos ensinavam o ciclo das águas. Parece uma descrição abestalhada, como se diz aqui pelo Nordeste, mas é fundamental nos dias de hoje.
A professora nos ensinava que o sol aquece os oceanos e outros corpos de água, o calor muda-a para vapor de água (estado gasoso), que sobe para a atmosfera, que é empurrado pelos ventos para os continentes, e depois vai cair em forma sólida (granizo, neve etc.) ou líquida, as chuvas.
Uma parte se perde por evaporação. Outra escorre alimentando os corpos de água de superfície, para os rios, daí para o mar. Outra parte penetra na terra, formando os reservatórios subterrâneos.
Um estudo pouco mais elaborado vai-nos dizer que, se as chuvas caem em terreno coberto por vegetação (florestas), as árvores ajudam a amortecer o impacto da precipitação nos solos. Ela ainda retém o fluxo das águas, desacelerando-o. Quando é assim, sendo o solo poroso, cerca de 60% dessas águas podem penetrar e ficar armazenadas no subsolo. São essas águas que depois vão alimentar a chamada vazão de base, que garante a perenidade de alguns corpos de água de superfície.
Se o solo é compacto, então cerca de 80% escorre rapidamente para as partes mais baixas, causando inundações repentinas. Essa água que se perde vai fazer falta depois para alimentar nossos rios.
Mesmo tendo cobertura vegetal, se o subsolo não for favorável, como o cristalino aqui do Semiárido, então a água pouco penetra. É por isso que não temos rios perenes nascidos aqui na região, a não ser o Parnaíba, exatamente porque ali está uma parte de solo poroso, que forma o aquífero do Gurgueia.
Temos pequenas nascentes em partes altas, nos chamados “Brejos de Altitude”. Por isso temos que armazenar água em açudes artificiais, de superfície, além das cisternas caseiras, barreiros, barragens subterrâneas e tantas outras tecnologias sociais criadas pelo povo e aperfeiçoadas na luta pela convivência com o Semiárido.
O ciclo das águas desperta ainda o “cio da Terra”. Em regiões como aqui no Semiárido, a caatinga que parecia morta reverdece, ressurgem nuvens de insetos, as flores se espalham de forma belíssima, os animais parecem sair do nada como se fosse uma verdadeira ressurreição. Meus amigos criadores de bode dizem que até as cabras entram no cio.
Portanto, sem o ciclo das águas a vida não reacontece, os reservatórios não se reabastecem e o que era cheio de vida pode transformar-se num deserto.

O raciocínio é feito pela metade, sem capacidade de olhar sistemicamente nossos ciclos das águas, e está nos conduzindo ao caos.

O problema maior do Brasil, neste momento de diminuição das chuvas, reside exatamente aí: para muitos especialistas, estamos causando a “ruptura no ciclo de nossas águas”. Por um detalhe que merece atenção, isto é, parte do nosso ciclo de águas se origina na Floresta Amazônica, não só nos oceanos. Então, uma vez derrubada a floresta, diminui automaticamente a produção de vapor de água.
Outro elemento fundamental é que o Cerrado, ocupando a parte central do país, fazia o papel de armazenador de nossas águas, depois distribuindo-as para várias bacias brasileiras. Com a derrubada da vegetação, mais compactado, o Cerrado está perdendo a capacidade de armazenar águas e depois alimentar os rios perenes, como é o caso do São Francisco.
Causa espanto que tantos peritos em água só falem em expandir seu consumo, ou ir buscá-la mais longe para abastecer grandes centros, como São Paulo. O raciocínio é feito pela metade, sem capacidade de olhar sistemicamente nossos ciclos das águas, e está nos conduzindo ao caos. Está apenas adiando a solução e causando problemas futuros em mananciais que também irão se esgotar se não forem preservados.
O Prof. Antônio Nobre (INPE) afirma que precisaríamos de um esforço de guerra para recuperar a eficiência de nosso ciclo das águas, replantando em áreas de encostas, margens de rios, quem sabe em trechos inteiros de bacias hidrográficas. Precisaríamos, ainda, não só deter o desmatamento amazônico, mas começar a recuperação da floresta enquanto há tempo. Já para o Prof. Altair Salles (PUC-Goiânia), o Cerrado não tem mais recuperação. Para o Prof. José Alves (UNIVASF), o São Francisco está inexoravelmente condenado à morte.
Mas nada parece comover aqueles que impõem a destruição para satisfazer seus interesses imediatos. Retomando a metáfora do “Titanic”, a classe A dança e ouve orquestra enquanto o navio afunda.]

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