0800 940 2377 - (31) 3490 3100 - (31) 3439 8000 assinaturas@olutador.org.br
A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

Leia Mais

Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

Leia Mais

Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

Leia Mais

Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

Leia Mais

Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

Leia Mais
Banner Rdf Sbst 2016 01

“A Alegria do Amor”

A nova Exortação do Papa Francisco de olho na inclusão e no cuidado pastoral.

Vários papas já escreveram mensagens, exortações e encíclicas sobre o tema da família, entre os quais João Paulo II, autor da encíclica “Familiaris Consortio”, publicada em 1981. Nos últimos tempos, a mídia fica à espreita de mudanças na visão da Igreja a respeito da família, em especial no que tange ao controle da natalidade e à situação dos casais divorciados e “recasados”.

Em recentes documentos enviados às dioceses de todo o mundo, o Sínodo dos Bispos explica que a nova Exortação apostólica “Amoris Laetitia” [A Alegria do Amor], assinada pelo Papa Francisco, não pretende produzir alterações na doutrina da Igreja sobre o casamento e a família, mas acima de tudo “recontextualizar” a sua visão. Para tanto, deve insistir na necessidade de uma “conversão da linguagem” e de um discernimento mais refinado.

❝…às vezes, é necessário permanecer ao lado e escutar em silêncio; em outros casos, deve-se preceder para apontar o caminho a percorrer; em outros, ainda, é oportuno seguir, sustentar e encorajar.❞.

Em matéria publicada pelo jornal católico “La Croix” [4/04/2016], o jornalista Nicolas Senèze trazia informações da agência de notícias romana “I. Media”, segundo a qual os bispos já teriam recebido cerca de quinze extratos de catequeses do Papa Francisco sobre o tema da família, bem como passagens de João Paulo II, datadas de 1980 e 1981, acerca da teologia do corpo.

Um panorama mais rico

Segundo as fontes romanas, a “Amoris Laetitia” fará referência a esses mesmos textos, mas também incluirá partes inteiramente novas, com base na Sagrada Escritura. O objetivo é o de ampliar “um quadro mais vasto, rico em indicações e em inspirações para a vida, a espiritualidade e a pastoral familiar”.

Outra carta, enviada aos bispos em 31 de março, oferece orientações e pistas para a leitura da nova Exortação, explicando que “o estilo do Papa Francisco está ligado à necessidade de renovação e, mais ainda, de uma verdadeira ‘conversão’ da linguagem”. Natural, setores mais conservadores ficaram de orelha em pé.

“Para falar da família e às famílias – observam os responsáveis pelo Sínodo –, a questão não está em alterar a doutrina, mas em inculturar os princípios gerais a fim de que eles possam ser compreendidos e postos em prática.” E realçam o fato de que Francisco prefere expressar-se em uma linguagem mais atenta aos interlocutores, o que requer “discernimento e diálogo”.

Companheira de caminhada

Este foi um dos pontos-chave do relatório final da assembleia sinodal sobre a família [outubro de 2015], quando a Igreja era chamada a ser não somente “mestra da verdade”, mas também a desenvolver uma “arte do acompanhamento”.

Nas palavras do texto, “postar-se junto da família como companheira de caminhada significa, para a Igreja, assumir uma atitude sabiamente diferenciada: às vezes, é necessário permanecer ao lado e escutar em silêncio; em outros casos, deve-se preceder para apontar o caminho a percorrer; em outros, ainda, é oportuno seguir, sustentar e encorajar”.

Segundo a carta enviada aos bispos, “o discernimento exige que não se dê por adquirida uma formulação da verdade nem as escolhas a realizar”. A preocupação de Francisco é a de “recontextualizar a doutrina a serviço da missão pastoral da Igreja”, realçando que “não se trata de adaptar uma pastoral à doutrina, nem de arrancar da doutrina o seu selo pastoral original e constitutivo”.

A visão do Papa é que “a doutrina deve ser interpretada em relação ao coração do querigma cristão e à luz do contexto pastoral no qual ela será aplicada”. Isto, sem esquecer jamais aquilo que dita o cânon do Código de Direito Canônico, isto é, que “a salvação das almas deve ser sempre na Igreja a lei suprema”. (ACS)]

Oração à Sagrada Família

Jesus, Maria e José, em Vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor; confiantes, a Vós nos consagramos.

Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja nas famílias episódios de violência, de fechamento e divisão; e quem tiver sido ferido ou escandalizado, seja rapidamente consolado e curado.

Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes do caráter sagrado e inviolável da família, da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José, ouvi-nos e acolhei a nossa súplica. Amém.

Qual o grau de autoridade de uma Exortação apostólica?

Na Igreja Católica, a autoridade de um texto não está diretamente ligada à sua forma (Encíclica, Constituição apostólica, Exortação apostólica etc.). A Exortação apostólica, tal como a Encíclica, inclui-se no magistério extraordinário do Papa. Assim, mesmo não sendo solene, o ensinamento que ele contém é definitivo e envolve a infalibilidade, ou seja, as verdades que nele contidas possuem um vínculo orgânico direto com as verdades de fé divinamente reveladas. Deste modo, tal magistério supõe a submissão religiosa da vontade e da inteligência.

Deixe uma resposta