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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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A África de hoje e o Evangelho

Pobreza, violência, guerra civil, degradação ambiental. Eis o retrato da África dominante na mídia. Mas a tela da TV não mostra o dinamismo da Igreja, o crescimento do clero e a presença maciça dos fiéis nas assembleias eucarísticas.

 

A revista missionária “Omnis Terra”, das Pontifícias Obras Missionárias, que voltou a ser publicada em fevereiro de 2017, em edição digital, trouxe em seu primeiro número um artigo de Elvis Elengabeka [elviselengabeka@gmail.com ] intitulado “Evangelizar a África hoje”. No texto, fica evidente o paradoxo entre as condições sociais e a situação da Igreja, como indício de que a missão evangelizadora na África não está acabada.

A imagem de uma África estrangulada por diversas formas de pobreza – comenta o autor – esconde um dinamismo eclesial que se manifesta de muitas maneiras, entre as quais as numerosas assembleias eucarísticas e o grande número de vocações sacerdotais.

 

A Igreja olha para a África

Elvis Elengabeka afirma que a presença do Papa Paulo VI em Uganda foi um evento notável, pois “a primeira visita de um Pontífice ao Continente ocorreu em um contexto eclesial caracterizado por um grande sinal do enraizamento efetivo do cristianismo em terra africana”. De fato, em 18 de abril de 1964, em Roma, 22 mártires de Uganda eram apresentados à Igreja universal como modelos de santidade. Em 31 de julho de 1969, no encerramento da primeira assembleia do Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagascar, na catedral de Kampala, Paulo VI pronunciara estas palavras memoráveis: “Vós, africanos, de agora em diante, sois os vossos próprios missionários”.

“A gravidade do momento – comenta o autor – está sublinhada pelo advérbio ‘de agora em diante’. Esta expressão situa-se claramente no plano da temporalidade e faz pensar que o momento presente constitui um divisor de águas.” Era a hora de inaugurar uma nova idade missionária, cuja palavra-chave é a autoevangelização da África.

 

Sede do sobrenatural

Para Elengabeka, é preciso reconhecer objetivamente que persiste “o conflito entre a fé cristã e a vida na África”. Uma das manifestações desse fenômeno acha-se no paradoxo entre a insalubridade das cidades, acrescida da incúria das instituições, e a presença maciça dos fiéis nas igrejas. Corre-se o risco de supor que o dinamismo da cristandade na África seja inversamente proporcional à qualidade de vida de uma significativa faixa da população.

“A nosso ver – diz o autor -, o atual estado do cristianismo e a vida cotidiana na África dirigem pelo menos três tipos de apelo aos missionários, que poderíamos designar como Deus, a humanidade e o mundo, sem perder de vista a inegável articulação destas três realidades.”

“A propósito de Deus – prossegue -, constatamos que o legendário caráter religioso da alma africana não foi desmentido pela modernidade. Ao contrário, a piedade popular tende a explodir, os novos movimentos religiosos proliferam e a dimensão mágico-religiosa da mentalidade ambiente permanece viva. Nós a interpretamos como expressão da sede natural do sobrenatural e a manifestação da capacidade de se abrir ao divino.”

Mas também ali não faltam os desvios do fatalismo, do irracional, do esoterismo, dos pastores fraudulentos e da credulidade popular. “Nestas condições, evangelizar a África contemporânea vem a ser propriamente racionalizar o religioso, para que ele se abra sadiamente ao divino e se enraíze profundamente no humano. A realização deste projeto passa por muitas ações, entre as quais uma formação para a inteligência da fé. Esta operação consiste em desencravar a teologia do seio das universidades católicas onde, em lugar de admiti-la como verdadeiro agente da construção do espírito, ela é apenas tolerada.”

 

A fé inconsequente

“Ao lado de Deus, a questão sobre a humanidade se relaciona aos diferentes mecanismos políticos e socioeconômicos que caracterizam o atual funcionamento da África. Neste particular, se há verdadeiros motivos de esperança, em razão de certas louváveis iniciativas privadas ou públicas, o realismo convida a abrir os olhos para os inumeráveis fatores caóticos que entravam o desenvolvimento do continente.”

Elengabeka acusa a inconsequência social da fé, que vem à tona na corrupção alimentada por dirigentes que passaram por escolas cristãs. “Parece difícil prestar contas desse contraste entre a pertença ao cristianismo e a corrupção de sociedades dirigidas por cristãos e formadas majoritariamente por seus correligionários. Nestas condições, a missão se encontra diante do desafio da concretização da doutrina social da Igreja. Evangelizar a África contemporânea vem a ser, propriamente, trabalhar para a recepção frutuosa do discurso social de Igreja.”

Em sua conclusão, o autor afirma: “O declínio da missão não é uma fatalidade, e sua floração é absolutamente possível. Esperemos vigilantes!”

 

Sugiro foto da missão Sacramentina na África.

F/ Arquivo O Lutador

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