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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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7º Domingo do Tempo Comum – 19/02

Leituras: Lv 19,1-2.17-18; Sl 102[103];
1Cor 3,16-23; Mt 5,38-48

1. O Deus santo. No livro do Levítico temos o Código da Santidade (capítulos 17-26), sendo o capítulo 19 o seu núcleo central. A tônica do capítulo é “ser santo como Senhor é Santo”. A expressão “Eu sou Deus” ou “Eu sou Senhor, o Deus de vocês” aparece 14 vezes neste capítulo 19; é, portanto, seu fio condutor.

Em que consiste a santidade? For­ malmente falando, ela consiste no cum­primento fiel dos mandamentos de Deus, que Jesus vai resumir no amor a Deus e ao próximo. Materialmente falando, a san­tidade consiste no bem e justo relaciona­ mento com o próximo. Quando amamos o próximo como a nós mesmos (v.18), amamos a Deus (cf. 1Jo 4.20).

O primeiro passo é libertar o coração do ódio contra o irmão e, em seguida, aju­dá-lo a se libertar de seu erro. Repreende-lo abertamente (v.17). Depois, não ser vingativo, nem guardar rancor. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é exigência máxima do amor. Significa solidariedade a todo o momento, perdão por todas as falhas, compreensão máxima. Não é assim que procedemos com relação a nós mesmos?

Por que devemos ser santos? É o v. 2 que responde a esta pergunta. Devemos ser santos, porque Deus, o nosso Deus, é Santo. Parece que a santidade de Deus consiste, eminentemente, em seu agir li­bertador, tirando seu povo do Egito (v.36), educando-o e conduzindo-o à vida. Daí, o núcleo de nossa santidade é a justiça e solidariedade para com o próximo.

2. Comunidade, templo do Deus san­to.
Até agora Paulo falou de dois conflitos comunitários: as panelinhas em torno dos líderes e a busca de uma sabedoria que não está de acordo com o projeto de Deus. O primeiro conflito foi resolvido mostran­do que os líderes são apenas servidores de Cristo. Para resolver o segundo, Paulo fa- la da sabedoria de Deus, que confunde os sábios deste mundo com a loucura da cruz.

Mas o assunto continua. Os líderes devem tomar consciência de que eles não são donos da comunidade. Pretender isto é destruir o Templo santo de Deus, que é a comunidade, onde o Espírito Santo ha­ bita. Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá.

Os líderes são apenas servidores do único Senhor: Jesus Cristo. É a sabedoria deste mundo que cria esta ilusão de ser sá­bio, de ser importante, de ser o primeiro, estabelecendo desigualdades. A sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus. “Apanha os sabidos na sua própria astúcia e faz malograr o desígnio dos perversos.” ( Jó 5,13.) Para o Senhor, os pensamen­tos dos sábios são um sopro (Sl 94,11).

Nos vv. 21 e 22, Paulo conclui seu pensamento, recomendando seriamen­te: “Ninguém ponha a sua glória em ser humano algum. Sim, tudo vos pertence: Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, tudo é vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus”.

3. A santidade perfeita. Lembramos que o núcleo do Sermão da Montanha é a Justiça do Reino. Ela supera a Lei do Talião: “Olho por olho, dente por den­te, mão por mão, pé por pé”. (Ex 21,24.) Essa lei castiga a pessoa com o mesmo dano que ela causou a outrem. Se alguém furar o seu olho, a lei castigará o crimi­noso furando o olho dele. Parece uma lei da selva, mas, por incrível que pareça, isto não está sendo respeitado até hoje; por exemplo: quando uma pessoa mata a outra por pequenas ofensas.

Como superar esta espiral de violên­cia? Jesus apresenta quatro casos. O pri­meiro é o do tapa na face direita. Quem está comprometido com a justiça do Rei- no desarma a violência, oferecendo a ou­tra face. No segundo caso, alguém levanta contra você um processo para lhe tomar a túnica; neste caso ofereça também o manto.

O terceiro se refere ao abuso dos sol­dados da ocupação, que obrigavam as pes­soas a transportar cargas ou servir-lhes de guia. Jesus aconselha: “Se alguém te forçar a acompanhá-lo por um quilômetro, cami­nha dois com ele”. O último refere-se aos empréstimos. Jesus recomenda: “Dá a quem te pedir, e não vires as costas a quem pede emprestado”. É só assim que se desarma a violência, minando a injustiça por dentro.

A Justiça do Reino consiste em amar até os próprios inimigos e rezar por eles. Deus é bom para bons e maus. Ele não faz distinção de pessoas. Jesus deu-nos o exemplo na cruz, rezando ao Pai para per­doar seus algozes. Amar apenas os ami­gos, também cobradores de impostos e pagãos o fazem. Quem ama apenas seus amigos não terá nenhuma recompensa.

O desafio que Jesus nos faz é o da en­trega total e a busca da perfeição radical. O modelo é o Pai: “Sede, portanto, per­feitos como o vosso Pai celeste é perfeito”. Com esta exortação, precisamos sempre da humildade e do esforço de quem está sempre a caminho.

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