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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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5º Domingo da Páscoa – 14/05/2017

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” (Jo 14,6)

 

Leituras: At 6,1-7; Sl 32; 1Pd 2,4-9; Jo 14,1-12

 

  1. Servir a Deus e ao próximo. Nos Atos dos Apóstolos, S. Lucas descreve o nascimento, vida e crescimento da Igreja ou o caminho percorrido pela Palavra e os obstáculos que ela vai encontrando.

Tendo aumentado muito o número dos discípulos, as viúvas dos fiéis de origem grega estavam sendo deixadas de lado no atendimento diário, que devia consistir no atendimento durante as refeições comuns com Eucaristia e administração dos bens da comunidade em benefício dos pobres. Por isso os cristãos de origem grega se queixavam dos cristãos de origem hebraica.

A solução foi escolher sete homens para essa tarefa. Mais tarde, eles serão chamados de diáconos, embora Lucas não use este termo. Parece que os apóstolos centralizavam tudo em suas mãos: pregação, oração e serviço à mesa. Ora, se alguém quer fazer tudo, não dá conta, a comunidade fica mal servida, a maioria fica ociosa e perde o gosto da fé, que se concretiza no serviço.

Eles encontram a solução através de uma reunião da comunidade, com a análise da realidade, a constatação do problema, um discernimento sobre o que estava certo ou errado, e uma sugestão dos apóstolos: escolham entre vocês mesmos.

A comunidade gostou da ideia. Escolheu 7 pessoas de boa fama, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, e apresentou-as aos apóstolos. Estes os confirmaram e, com uma cerimônia própria, oração e imposição das mãos, deram-lhes a tarefa de servir à mesa.

Criou-se um novo ministério/serviço, que surgiu da necessidade da comunidade. Os apóstolos ficaram mais livres para sua missão própria, que era dupla: o ministério da Palavra – que consistia no anúncio da Boa Nova, na catequese e na exortação moral – e o ministério da oração – reunião eucarística e para a oração comunitária e particular.

 

  1. Pedras vivas. No texto, o tema da “pedra” e da identidade cristã. Esta comunidade cristã da Ásia Menor, de gente simples, migrantes e escravos, é na verdade o Novo Israel de Deus, mas os cristãos são convidados a se aproximarem do Senhor.

E o Senhor é Jesus que, através da sua ressurreição, se tornou a pedra da Nova Aliança, fundamento da Igreja, a pedra angular, escolhida por Deus e preciosa aos nossos olhos. É um tesouro para os que nela se apoiam e creem. Quem nele crê não será confundido.

Quem são os cristãos? São aqueles que, participando da morte e ressurreição de Jesus através do batismo, se tornaram as pedras vivas que formam o novo edifício espiritual. Eles são, em si mesmo, sacrifício santo, para oferecerem um novo tipo de sacrifício. O sacrifício que agora agrada a Deus não é mais de animais, como no Antigo Israel, mas a própria vida dos cristãos, vida de dedicação e comunhão fraterna.

Chamados das trevas para a luz, os cristãos têm a missão de proclamar as maravilhas de Deus para o mundo.

 

  1. O Caminho para o Pai. Jesus está partindo para a casa do Pai. Está chegando a sua “hora”, isto é, o momento da sua glorificação através da morte na cruz. Os discípulos estão confusos e perturbados, mas Jesus os consola, revelando-lhes mistérios profundos. Os discípulos representam a comunidade de João e as nossas comunidades, naqueles momentos quando a fé é indispensável para continuar a caminhada.

Por isso Jesus diz: “Tenham fé em Deus e tenham fé em mim também”. Esta primeira advertência de Jesus é uma grande revelação, que Jesus vai aprofundar nos versículos seguintes. Por que nós devemos ter fé em Jesus? Porque Jesus é Deus.

O segundo ensinamento-consolo, que Jesus dá aos discípulos, é que na casa do Pai, isto é, no céu, há muitas moradas, e ele está indo para nos preparar uma mansão. Quem nem mesmo um barraco teve no meio de nós, terá, sem dúvida, uma mansão no céu.

A terceira revelação é que Jesus é caminho, verdade e vida. Jesus é o único jeito de chegarmos ao Pai. Jesus é o caminho, significa que seu caminho é nosso caminho. Devemos subir ao Calvário para depois subir ao céu. Subir ao Calvário significa servir os irmãos até ao ponto de sacrificarmos nossos interesses pessoais.

Jesus é a verdade, significa que ele é o autêntico revelador do projeto de amor ao Pai por nós. O Pai nos ama e Jesus, na sua fidelidade, é a prova definitiva desse amor. Jesus é a vida, significa que ele é tudo para nós. Fora dele só existe morte.

A 4ª revelação de Jesus é a mais estupenda por causa da grandeza e clareza. Jesus diz que quem o vê, vê o Pai; que ele está no Pai e o Pai está nele. Há revelação mais clara da divindade de Jesus? Jesus-homem é o sinal visível (= sacramento) da presença do Pai entre nós. Com sua obra coroada com a doação de sua vida, Jesus provou quem ele é.

 

Leituras da semana

dia 15: At 14,5-18; Sl 113B[115],1-4.15-16; Jo 14,21-26

dia 16: At 14,19-28; Sl 144[145],10-13ab.21; Jo 14,27-31a

dia 17: At 15,1-6; Sl 121[122],1-5; Jo 15,1-8

dia 18: At 15,7-21; Sl 95[96],1-3.10; Jo 15,9-11

dia 19: At 15,22-31; Sl 56[57],8-12; Jo 15,12-17

dia 20: At 16,1-10; Sl 99[100],2.3.5; Jo 15,18-21

Foto: WordPress.com [Pôster do filme “Estrada para Emaús”]

 

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