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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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31º Domingo do Tempo Comum – 30/10/2016

“Hoje eu preciso ficar em sua casa.” (Lc 19,5b)

Leituras: Sb 11,22-12,2; Sl 144[145]; 2Ts 1,11-2,2; Lc 19,1-10

  1. O Deus paciente. O Livro da Sabedoria foi escrito em Alexandria, no Egito, cerca do ano 50 a.C. Ali viviam de 100.000 a 200.000 judeus. O autor se preocupa em defender a identidade cultural e religiosa desse povo, ameaçado por uma cultura paganizada. Ele ajuda o povo a rever seu passado para encontrar forças para viver o presente num contexto hostil.

Nos versículos anteriores, o povo se pergunta por que Deus, no seu poder, não aniquilou de vez o povo egípcio opressor. Nosso texto é uma espécie de resposta à inquietante pergunta, uma linda profissão de fé no Deus paciente, poderoso e misericordioso. Deus é paciente, porque os seus olhos são diferentes dos nossos.

Deus é paciente por causa do seu poder. Só os fracos e medrosos são violentos e agressivos. O modo de Deus exercer o seu poder é através da compaixão. A violência é a arma dos fracos. Deus, que pode tudo, tem compaixão de todos.

O segundo motivo de sua moderação com relação aos egípcios é que ele não leva em conta os pecados dos homens, mas dá-lhes uma chance de arrependimento. A terceira razão é o seu amor. Deus ama tudo o que existe e nada despreza do que criou. Tudo que Deus criou depende dele e é amado por ele. Deus é amigo da vida.

Hoje, os bens da vida estão na mão de povos gananciosos e egoístas, que não se importam com a exclusão da maioria dos seres humanos e a destruição da natureza, desde que eles se enriqueçam cada vez mais, como se a riqueza levasse à vida eterna.

  1. Uma fé ativa. O tema mais importante desta carta é o tema da Segunda Vinda de Jesus (1,7-9), chamada parusia. Muitos visionários anunciam o fim do mundo, perturbam a comunidade e alegam que Paulo está com eles, dizendo até que detêm cartas atribuídas a Paulo sobre este assunto. Paulo vai esclarecer os mal-entendidos.

Paulo afirma rezar insistentemente pela comunidade, por causa da sublime vocação dos que foram chamados, para que eles realizem todo o bem possível e dinamizem o trabalho da fé (vv. 11). E que essa fé seja ativa, e não uma espera passiva, sem fazer nada, como se o Senhor fosse chegar amanhã. (cf. 3,6ss). É na vocação cristã e no exercício de uma fé viva que a glória de Deus e dos cristãos se manifesta.

Paulo quer dissipar todo engano e boatos acerca de uma iminente chegada de Jesus. Também em nossos tempos – no ano 2000 – surgiram visionários, amedrontando os cristãos com o anúncio do fim do mundo. O importante é abrir nosso coração e deixar Cristo entrar, ensinando o verdadeiro amor, que é partilha, solidariedade e perdão.

  1. Os olhos de Deus. Jesus se aproxima de Jerusalém, onde se confrontará com as autoridades judaicas e será condenado à morte. A conversão de Zaqueu aparece assim, no final da grande caminhada de Jesus, em Lucas, como um episódio-exemplo, onde Zaqueu se torna o tipo de discípulo que Jesus deseja, capaz de uma conversão sincera com a partilha dos bens.

O episódio de Zaqueu tem coisas curiosas. Começa pelo nome. Seu nome significa “puro”, e de puro Zaqueu não tem nada. Ele não era apenas cobrador de impostos, odiado e impuro aos olhos dos judeus, mas chefe dos cobradores de impostos, ou seja, de uma quadrilha de corruptos e exploradores do povo. O povo os odiava, pois os considerava traidores e ladrões.

O episódio anterior ao de Zaqueu é a cura de um cego. Ali o verbo ver aparece diversas vezes. Parece que Jesus quer nos ensinar a enxergar com os olhos de Deus. Nós costumamos ver as aparências, Deus vê o coração. Jesus parece que vê, além disso, as possibilidades de mudança no coração humano.

Não é curioso que, entre tantas pessoas boas em Jericó, Jesus resolva hospedar-se logo na casa de um rico e explorador do povo? (v. 2) Daí as críticas: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador” (v. 7). Jesus não se importa com as conveniências e os tabus da sociedade, mas viu possibilidades de mudanças radicais no coração de Zaqueu.

A atitude de Zaqueu mostra uma conversão radical: promete dar metade dos seus bens aos pobres e devolver até quatro vezes o que roubara em seus negócios. Será que ele continuou rico depois disso? Parece que se fez pobre para receber a salvação de Jesus!

Talvez este episódio nos convide a verificar se a salvação de Jesus já chegou para nós, o que supõe nossa mudança de vida. Um segundo ponto é a mudança de ótica com que vemos as coisas. Costumamos ver as pessoas segundo os seus comportamentos externos, aparentes, seus defeitos e vícios. Não enxergamos o bem que cada um carrega por ser “filho de Deus”, e desacreditamos de uma possibilidade de mudança em certos casos. Parecemos desacreditar que, para Deus, nada é impossível (Lc 1,37).

Leituras da semana

Dia 31: Fl 2,14; Sl 130[131],1-3; Lc 14,12-14

Dia 1º: Fl 2,5-11; Sl 21[22],26b-27.28-30a.31-32; Lc 14,15-24

Dia 2: Dn 12,1-3; Sl 129[130],1-8; 2Tm 2,8-13; Jo 14,1-6

Dia 3: Fl 3,3-8a; Sl 104[105],2-7; Lc 15,1-10

Dia 4: Fl 3,17 – 4,1; Sl 121[122],1-5; Lc 16,1-8

Dia 5: Fl 4,10-19; Sl 111[112],1-2.5-6.8a.9; Lc 16,9-15

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