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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Revista O Lutador 3865 11 Domingo Comum

11º Domingo do Tempo Comum

Leituras: Ez 17,22-24; 2Cor 5,6-10;
Mc 4,26-34.

1. Alimentar a esperança. A primeira deportação para Babilônia aconteceu no ano 597 a.C e o profeta Ezequiel acompanhou a elite deportada. A segunda e mais conhecida aconteceu 10 anos depois, ou seja, no ano 587 a.C., com a total destruição de Jerusalém. O profeta quer animar o povo e alimentar a esperança de todos; para isso anuncia a volta, a restauração da cidade, do culto e da realeza.
As imagens são agrícolas. O galho da copa do cedro é a dignidade real que será restaurada por Javé. Esse galho será replantado sobre um monte alto e elevado de Israel. É o monte Sião, onde está Jerusalém. Assim as promessas feitas a Davi, de sempre ter um descendente seu no trono de Israel, não serão interrompidas. O galho crescerá e se tornará um cedro majestoso, cheio de folhagens e frutos. Ali, todos os pássaros (todas as nações) farão seus ninhos. Todos haverão de reconhecer a soberania de Javé, capaz de mudar a sorte dos exilados.
As árvores também simbolizam as nações. Javé é capaz de podar a árvore alta (o Império Babilônico, que havia destruído Jerusalém e exilado o povo) e de elevar a árvore baixa (tirar seu povo do exílio e trazê-lo de volta para a sua pátria). Ele é capaz de secar a árvore verde (o orgulho das nações poderosas). Javé faz brotar a árvore seca, Ele é o Deus da vida.

2. Dedicar-se ao bem. A 2Cor é praticamente uma defesa que Paulo faz do seu ministério apostólico diante daqueles que o combatem ou não o entendem. No trecho de hoje, Paulo coloca o dilema: permanecer no corpo ou sair do corpo? Viver ou morrer? Para alguns cristãos, os sofrimentos e tribulações, que Paulo padecia no corpo por causa do Evangelho não tinham valor algum. Para estes cristãos, o que vale é o espírito; o corpo, portanto, poderia ser destinado ao prazer. Qual a resposta de Paulo?
Com relação ao dilema. Paulo prefere mil vezes morrer para ir logo ao encontro do Senhor (Fl 1,23). O mundo é passageiro e aqui tudo é relativo. A vida verdadeira e definitiva, o verdadeiro prazer encontra-se junto de Cristo no céu. Aqui, a gente vive como num exílio, longe do Senhor; aqui, a gente caminha pela fé, não pela visão. No céu estaremos de posse de tudo que esperamos. No lugar de crer, nós veremos Deus face a face.
Com relação ao corpo. Paulo mostra sua importância. É através do corpo que damos nossas respostas de fé. Para estarmos amanhã com Cristo, é preciso, no hoje da história, ter o domínio das paixões, o sacrifício de tudo que não edifica o corpo de Cristo, que é a Igreja. É preciso dedicar-se às boas obras e evitar o mal, é preciso trabalhar para o crescimento do Reino. A recompensa de uma vida eterna com Ele vai depender do que tivermos feito de bom ou de mal.

3. Entrar na dinâmica do Reino. As parábolas querem ajudar a superar a crise diante dos adversários de Jesus e de seus seguidores. O sucesso de Jesus começa a ser questionado; então, Jesus esclarece nas parábolas. Aqui o Reino é apresentado em duas parábolas.
A semente que cresce sozinha. É uma resposta ao nosso desânimo e um incentivo na nossa caminhada evangelizadora como discípulos missionários. No tempo de Jesus, depois da semeadura, os agricultores só retornavam para a colheita. A semente por si mesma crescia e dava frutos. Quer dizer, ela traz dentro de si todo o seu potencial para crescer e dar frutos. A semente é a Palavra de Deus, ou o Reino implantado pela Palavra.
Importante é semear sem desanimar, sem também atrapalhar com “muitos ingredientes”. O crescimento é lento, mas contínuo. Depois é só colher. Como a colheita é imagem do julgamento, e isso compete ao Pai, nossa missão é só semear com confiança, paciência e esperança.
Uma parábola de contraste: o grão de mostarda. Ela é a menor de todas as sementes e a maior de todas as hortaliças. Na Palestina, há mostardeiras que cresciam mais ou menos à altura de um poste de cimento. Os pássaros (as nações) podem abrigar-se à sombra de seus ramos. É uma bela imagem do Reino de Deus, que é insignificante no início (começa com Jesus e 12 apóstolos) e, depois, vai crescendo e acolhendo povos e nações.
O significado das parábolas. Às vezes aparecem como se fossem um enigma (4,11-12), mas normalmente são uma forma clara de entender. No fundo, diante da parábola é preciso tomar uma posição. E era só para aqueles que queriam entrar na dinâmica do Reino que Jesus dava maiores explicações.]

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